GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA

CNPJ nº 26.228.270/0001-48

Apresentamos a seguir o relatório de auditoria concernente aos trabalhos desenvolvidos nessa Administradora de Consórcio, com base nas Demonstrações Contábeis relativas ao semestre encerrado em 30 de junho de 2026, representadas pelo Balanço Patrimonial e as respectivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa, da Demonstração Consolidada dos Recursos de Consórcio, da Demonstração Consolidada das Variações nas Disponibilidades de Grupos, incluindo as respectivas Notas Explicativas. Os valores apresentados nas demonstrações contábeis estão expressos em milhares de reais.
BALANÇO PATRIMONIAL
(Em milhares de Reais)
A T I V O 30.06.2026 31.12.2025
.
Circulante 5.738 4.834
Disponível 335 210
Caixa e Bancos 335 208
Aplicação Interfinanceira de Liquidez 0 2
.
Realizável à Curto Prazo 5.403 4.624
Outros Créditos 5.403 4.624
Rendas a Receber 486 442
Devedores Depósitos em Garantia 221 221
Créditos Tributários 47 22
Devedores Diversos – País 89 190
(-) Provisões para outros créditos (200) (170)
Despesas antecipadas 4.760 3.919
-
Não Circulante 862 868
-
Permanente 862 868
Investimentos 582 582
Imobilizado de Uso 618 605
Intangível 61 48
(-) Depreciações e Amortizações (399) (367)
TOTAL DO ATIVO 6.600 5.702

P A S S I V O 30.06.2026 31.12.2025
Circulante 1.077 925
Outras Obrigações 1.077 925
Fornecedores 16 7
Fiscais e Previdenciárias 88 88
Obrigações por Recursos Cons. Gr. Encerr. 0 16
Provisões para Pagamentos a Efetuar 131 65
Provisão para Contingências 50 50
Contas a pagar 239 259
Outras obrigações 553 440
Patrimônio Líquido 5.523 4.777
Capital Social 1.015 1.015
Reserva de Lucros 4.508 3.762
TOTAL DO PASSIVO 6.600 5.702

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO
(Em Milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º Semestre 2026 1º Semestre 2025
-
RECEITAS OPERACIONAIS 4.116 3.668
Rendas de Taxas de Administração 4.401 3.906
Impostos Incidentes sobre Rendas (285) (238)
-
DESPESAS OPERACIONAIS (3.373) (3.706)
Despesas Administrativas (2.507) (2.975)
Despesas com Pessoal (667) (573)
Outras Despesas Administrativas (168) (133)
Outras Despesas/Receitas Operacionais (31) (25)
-
RESULTADO OPERACIONAL 743 (38)
-
Resultado não operacional - -
Resultado Antes do Imp. de Renda 743 (38)
-
Imp.Renda e Contrib.Social 3 0
-
Resultado Líquido do Período 746 (38)
Resultado Líquido por Cota 1,36 (0,04)

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
(Em milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º SEM. 2026
Lucro Líquido do Período 746
Parcela dos Sócios
(=) Outros Result. Abrang. Antes da Reclas. 0
(-) Ajustes de Instrumentos Financeiros Reclass. p/ Resultado
(=) Outros Resultados Abrangentes 0
Parcela dos Sócios
Resultado Abrangente Total 746
Parcela Total dos Sócios

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Em milhares de Reais)
Descrição 1º Semestre 2026 1º Semestre 2025
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro (Prejuízo) líquido do exercício 746 (38)
Ajustes para reconciliar o lucro (prejuízo) líquido do exercício 32 31
com o caixa gerado pelas atividades operacionais: 0 0
Depreciação e amortização 32 31
-
(Aumento) redução nos ativos operacionais: (779) 39
Valores específicos Créditos de Consórcio (44) 3
Adiantamentos Salariais 0 0
Créditos Tributários (25) 0
Devedores Diversos no País 101 0
Outros Créditos 30 31
Despesas Antecipadas (841) 5
-
Aumento (redução) nos passivos operacionais: 153 4
Fornecedores 8 6
Fiscais e Previdenciárias 0 (44)
Obrigações por Recursos Consórcio Grs. Encerrados (15) 0
Provisões para Pagamentos a Efetuar 67 42
Provisão para Contingências 0 0
Contas a pagar (20) 0
Outras Obrigações 113 0
Caixa Gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais (626) 36
-
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Aquisição/Baixa de outros investimentos 0 0
Aquisição de imobilizado e adições ao diferido (26) (39)
Caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimento (26) (39)
-
FLUXO DE CAIXA DAS ALTERAÇÕES CAPITAL
Caixa gerado pelas (aplicado nas) Atividades de Financiamento - -
Distribuição de lucros 0 (6)
-
AUMENTO (REDUÇÃO) DO SALDO DE DISPONIBILIDADES 126 (9)
-
DISPONIBILIDADES:
Saldo inicial 209 305
Saldo Final 335 296
-
AUMENTO (REDUÇÃO) DO SALDO DAS DISPONIBILIDADES 126 (9)

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Em Milhares de Reais)

1º Sem. 2026 Capital Social Integral. Reserv. de Lucros Lucro ou Prejuizos Acum. Outros Result. Abrang. Pat. Liq. Consol. Demonst. Resultado Abrang.
Saldos Iniciais 1.015 3.762 - - 4.777 -
Aumento de Capital - - - - - -
Gastos com Emi. de ações - - - - - -
Opções Outorgadas Reconhecidas - - - - - -
Ações em Tesouraria Adquiridas - - - - - -
Ações em Tesouraria Vendidas - - - - - -
Dividendos - - - - - -
Transações de Capital com os Sócios - - - - - -
Outros Resultados Abrangentes - - - - - -
Reclassificação de Resultados Abrangentes - - - - - -
Lucro Liq. no Período - - 746 - 746 -
Mutações do período - - - - - -
Saldos Finais 1.015 3.762 746 - 5.523 -



As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO CONSOL. DOS REC. DE CONSÓRCIO
(Em Milhares de Reais)
ATIVO RUBRICA 30.06.2026 30.06.2025
CIRCULANTE 1.0.0.00.00.00-9 40.138 35.130
Disponibilidades 1.1.0.00.00.00-6 294 124
Depósitos Bancários 1.1.2.92.00.00-3 294 124
Aplicações Interfin. de Liquidez 1.2.0.00.00.00-5 10.272 9.174
Disponibilidades dos Grupos 1.2.9.90.12.00-4 197 361
Vinculadas a Contemplações-SELIC 1.2.9.90.25.00-8 0 0
Vinculadas a Contempl. – Demais Aplic. 1.2.9.90.35.00-5 10.075 8.813
Recursos de Grupos em Formação 1.2.9.90.55.00-9 0 0
Outros Créditos 1.8.0.00.00.00-3 29.572 25.832
Adiantamentos Recursos Terceiros 1.8.7.80.00.00-4 0 0
Bens Apreendidos ou retomados 1.8.7.88.00.00-8 0 0
Direitos Junto consorc. Contempl. 1.8.7.93.00.00-2 29.572 25.832
- Normais 1.8.7.93.05.00-7 27.918 24.547
- Em Atraso 1.8.7.93.15.00-4 570 656
- Em Cobrança Judicial – Gr. Andam. 1.8.7.93.20.00-6 1.084 629
- Cheques e Outros valores a receber 1.8.7.98.00.00-7 0 0
-
COMPENSAÇÃO 3.0.0.00.00.00-7 336.720 310.701
Previsão Mensal de Rec. a Receber 3.0.7.75.00.00-4 1.362 1.134
Contribuições devidas aos Grupos 3.0.7.78.00.00-3 174.597 161.168
Consorciados - Bens a Entregar 3.0.7.82.00.00-4 160.761 148.399
-
TOTAL GERAL DO ATIVO 3.9.9.99.99.00-9 376.858 345.831




PASSIVO RUBRICA 30.06.2026 30.06.2025
CIRCULANTE 4.0.0.00.00.00-6 40.138 35.130
Obrigações com consorciados 4.9.8.82.00.00-7 15.765 13.101
Valores a Repassar 4.9.8.86.00.00-9 780 816
Obrigações p/ contempl. a Entregar 4.9.8.91.00.00-3 10.075 8.813
Obrigações com a Administradora 4.9.8.92.00.00-6 0 0
Recursos a Devolver a Consorciados 4.9.8.94.00.00-2 11.743 11.144
Recursos do Grupo 4.9.8.98.00.00-4 1.775 1.256
-
COMPENSAÇÃO 9.0.0.00.00.00-1 336.720 310.701
Rec. Mensais a Rec. de Consorciados 9.0.7.75.00.00-8 1.362 1.134
Obrig. dos Grupos por Contribuições 9.0.7.78.00.00-7 174.597 161.168
Bens ou Serviços a Contemplar 9.0.7.82.00.00-8 160.761 148.399
-
TOTAL GERAL DO PASSIVO 9.9.9.99.99.00-3 376.858 345.831
As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
​ DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS
(Em Milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º SEMESTRE 2026 ACUMULADO 1º SEMESTRE 2025 ACUMULADO
Disponibilidades 10.232 7.785
Depósitos Bancários 131 16
Cheques em cobrança 0 0
Aplicações Financeiras do Grupo 368 843
Aplic. Financ. Vinc. a Contemplações 9.733 6.926
-
(+) Recursos Coletados 16.390 192.108 13.606 160.553
Contribuições Aquisição de Bens 11.365 124.810 9.293 103.234
Taxa de Administração 4.337 58.513 3.805 49.874
Contribuição ao Fundo Reserva 0 0 0 0
Rend. De Aplic. Financeiras 591 5.342 430 4.184
Multas e Juros Moratórios 87 914 74 747
Prêmios de Seguros 9 2.515 3 2.502
Custas Judiciais 1 14 1 12
Outros 0 0 0 0
-
(-) Recursos Utilizados 16.056 181.542 12.093 151.255
Aquisição de Bens 11.115 114.226 7.902 93.524
Taxa de Administração 4.324 58.498 3.808 49.873
Multas e Juros Moratórios 43 457 37 373
Prêmios de Seguros 7 2.509 2 2.499
Custas Judiciais 0 13 1 11
Devol. a Consorciados Desligados 567 5.836 343 4.973
Outros 0 0 0 2
-
Disponibilidades 10.566 10.566 9.298 9.298
Caixa 0 0 0 0
Depósitos Bancários 294 294 124 124
Cheques em Cobrança 0 0 0 0
Aplicações Financeiras do Grupo 197 197 361 361
Aplic. Financ. Vinc. a Contemplações 10.075 10.075 8.813 8.813



As notas explicativas integram as demonstrações contábeis


GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA

Rua São Sebastião do Paraíso,1035 Jardim Francano Cep 14.405-010 – Franca – SP - CNPJ nº 26.228.270/0001-48

NOTAS EXPLICATIVAS ÁS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
NOTA 1 -
CONTEXTO OPERACIONAL
A sociedade Limitada, com sua sede domiciliada à Rua São Sebastião do Paraíso, 1035 Jardim Francano , cep 14.405-010 – Franca-SP, tem como sua principal atividade, Administração de consórcios para aquisição de bens e direitos, com a finalidade de constituição, organização e administração, na forma da legislação em vigor emanada pelo Banco Central do Brasil, de um consórcio, cujo objetivo é propiciar à cada um dos consorciados, mediante um fundo comum, a aquisição de veículos automotores, imóveis e outros bens. As atividades secundárias da sociedade são: Atividade de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários e outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente. O controlador da sociedade é Telmo José Barbosa, CPF nº 564.652.208/06.
NOTA 2 -
APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As Demonstrações Financeiras foram elaboradas de acordo com as Normas Brasileiras e Internacionais de Contabilidade, aplicáveis às entidades financeiras, e de conformidade com os preceitos estabelecidos pelo Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional -COSIF do Banco Central do Brasil, observando-se a Lei 11.795/2008, que rege as sociedades administrativas de consórcio, com Resolução BCB nº 2 de 12/08/2020, que dispõe sobre os procedimentos para elaboração, divulgação e remessa de demonstrações financeiras, Lei 4595/64, subsidiariamente a Lei 10406/02- Código Civil Brasileiro e, por analogia dos conceitos contidos, a lei das Sociedades por Ações (6404/76) e alterações conforme Lei 11638/2007, Lei 11941/2009 e Lei 13818/2019.

As demonstrações contábeis encerradas em 30.06.2026 e as de 30.06.2025, para comparabilidade, foram demonstradas em Milhares de Reais.
NOTA 3 -
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA
3.1 -
As aplicações interfinanceiras de liquidez e os valores mobiliários estão registrados pelo valor de aplicação ou de aquisição acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço.
3.2 -
As receitas de taxa de Administração e as despesas de comissões sobre vendas, relacionadas com as operações e atividades da Administradora, são reconhecidas pelo prazo da cota do cliente. Toda taxa de Administração e despesas de comissões antecipadas, referente as cotas contempladas e não contempladas, são diferidas pelo prazo da cota, conforme CPC47 e Resolução BCB nº 120 de 27/07/2021.
3.2.1 -
Conforme os critérios estabelecidos pela Resolução BCB nº 15, os procedimentos de apuração, controle e mensuração dos impostos diferidos encontram-se em processo de aprimoramento, com previsão de conclusão da implementação no segundo semestre de 2026.
3.3 -
Outros ativos e passivos circulantes são demonstrados pelos valores de realização e/ou exigibilidade, incluindo os rendimentos e encargos incorridos até a data do balanço, calculados “pro rata dia” e, quando aplicável, o efeito dos ajustes para reduzir o custo de ativos ao seu valor de mercado ou de realização. Os saldos realizáveis e exigíveis até 12 meses do exercício seguinte são classificados no ativo e passivo circulantes, respectivamente, conforme o Pronunciamento Técnico CPC n° 46.
3.3.1 -
A variação na rubrica “Rendas a Receber” do ativo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude do reconhecimento da taxa de administração a receber em atraso, conforme Resolução BCB nº 120 de 27/07/2021.
3.3.2 -
A variação na rubrica “Devedores Diversos no país” do ativo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude de ajuste no saldo a receber de aporte ao grupo 61 e 62, conforme posição departamento jurídico.
3.3.3 -
Conforme Resolução Bacen nº 352, capítulo IV (Da provisão para perdas esperadas associadas ao Risco de crédito), foram constituídas as provisões para perdas incorridas e esperadas, referente ao contas a receber de Taxas Administrativas em atraso, no valor de R$ 200.100,58, como também a classificação por carteira, de ativos financeiros problemáticos, no valor total de R$ 464.780,93, conforme saldo contábil em 30/06/2026.
3.3.4 -
A rubrica "Despesas antecipadas", refere-se a comissões a diferir, conforme saldo contábil no balancete da Administradora, Resolução BCB nº 120 de 27/07/2021.
3.3.5 -
A rubrica "Outras obrigações", refere-se ao reconhecimento de Taxa de administração antecipada, conforme Resolução BCB nº 120 de 27/07/2021.
3.4 -
O Imobilizado é demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31/12/1995, mais as adições e baixas ocorridas até 30/06/2026 e sua depreciação é calculada pelo método linear, sendo utilizadas as taxas usuais permitidas pela legislação fiscal, a qual contempla a vida útil econômica dos bens.
Bens Taxas Deprec. 30/06/2026 31/12/2025
Custo Contábil Deprec. Acumulada Imobilizado Líquido Imobilizado Líquido
Instalações 10% 14.240 14.240 0 263
Móveis e Utensílios 10% 113.212 108.189 5.023 6.813
Proc. De Dados 20% 130.596 106.264 24.332 19.628
Máquinas e Equip. 10% 76.133 46.108 30.025 32.003
Veículos 20% 230.122 110.528 119.594 137.533
Benfeitorias Imóveis.terc. 4% 51.967 13.289 38.678 39.717
Marcas e Patentes 10% 2.000 0 2.000 2.000
Sistemas Proc. Dados 20% 60.790 0 60.790 48.290
TOTAL 679.060 398.618 280.442 286.247
3.4.1 -
Não foram realizados no exercício testes de impairment para cálculo do valor recuperável de ativos, conforme dispõe o CPC 1 (R1), porque em nossa estimativa o saldo residual e a vida útil dos bens do ativo permanente encontram-se subavaliados, e como o banco central ainda não recepcionou o CPC 27 (R4), que dispõe sobre o Ativo Imobilizado, não podemos efetuar a revisão e avaliação desses ativos.
3.5 -
- A provisão para Imposto de Renda é constituída a alíquota de 15% sobre o Lucro Real, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$20 mensais (R$240 para o exercício); a Contribuição Social pela alíquota de 9% sobre o lucro líquido ajustado, de acordo com a legislação vigente.
3.6 -
As provisões de férias e 13o salário, são constituídas com base na remuneração dos empregados, inclui as vencidas e proporcionais e os correspondentes encargos sociais e o adicional de um terço;
3.7 -
Os valores não retirados por Consorciados Desistentes e Excluídos, bem como, aqueles oriundos de Fundo de Reserva a disposição de consorciados ativos, relativos a grupos encerrados, encontram-se atualizados as taxas vigentes no mercado financeiro e estão inclusos e consignados sob a rubrica “Depósitos-Recursos não Procurados”, no montante de R$ 5.066,31.
3.8 -
O Capital Social, subscrito e integralizado está dividido em 1.015.000 de quotas no valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, pertencente a quotistas residentes no País.
Sócios R$ %
Telmo José Barbosa 1.010.000,00 99,5%
Mylene Lady Barbosa Maiote José 5.000,00 0,5%
TOTAL 1.015.000,00 100%
3.9 -
Levando-se em consideração que o limite de alavancagem das administradoras de consórcio estabelecido na Circular Bacen nº 3.524 de 03/02/2011 é de 6 (seis) vezes o valor de seu Patrimônio Liquido Ajustado obtido através dos seguintes fatores:
Saldo dos Grupos 10.565.976,44
(-) Aplicação Financeira Vinc. Contemplação (10.075.062,20)
Passivo Circulante da Administradora 1.076.794,20
(-) Taxa de Administração Antecipada(60%) (331.794,59)
(=) RESULTADO 1.235.913,85
Divisor 6
(=) RESULTADO DA DIVISÃO 205.985,64
(=) Patrimônio Líquido Mínimo Exigido BACEN (1) 1.000.000,00
Patrimônio Líquido dezembro/25 4.777.055,91
(+) Distribuição Lucros 0
Contas de Resultado Credoras 4.404.326,85
(-) Contas de Resultado Devedoras (3.658.280,55)
(=) Patrimônio Líquido Ajustado junho/2026 (2) 5.523.101,91
Ativo não circulante – Investimentos e Imobilizado (3) 834.314,47
FOLGA DE P.L. P/ALAVANCAGEM DE VENDAS (4) = (2-1) 4.523.101,91
FOLGA DE P.L. P/COBERTURA ATIVO NÃO CIRC.(5)=(2-3) 4.688.787,44
Intenção de Distribuição de Lucro -
FOLGA DE PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.523.101,91

3.10 -
O Patrimônio Líquido é demonstrado pelo valor corrigido monetariamente até 31/12/1995, acrescido dos valores movimentados até 30/06/2026.
3.10.1 -
A empresa está sujeita aos requisitos de capital social integralizado e de Patrimônio Líquido mínimo estabelecidos pela Resolução Conjunta nº 14, de 3 de novembro de 2025, e pela Resolução BCB nº 517, de 3 de novembro de 2025, e suas alterações posteriores. A administração vem acompanhando o processo de adequação aos requisitos regulamentares, observando o cronograma de transição estabelecido pelo Banco Central do Brasil, com vistas ao atendimento integral dos limites mínimos de capital dentro dos prazos previstos na regulamentação.
3.11 -
As demonstrações financeiras estão em conformidade com a regulamentação emanada do Banco Central do Brasil.
NOTA 4 -
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIO
4.1 -
- As Aplicações Financeiras Vinculadas são efetuadas exclusivamente no Banco Itaú-Unibanco S/A, sendo demonstradas pelos valores aplicados mais os rendimentos líquidos auferidos até a data do balanço, observado o regime de competência.
4.2 -
Os rendimentos das aplicações são rateados pelos grupos proporcionalmente aos seus saldos diários.
4.3 -
As demonstrações de recursos de consórcio e das variações nas disponibilidades dos grupos, consolidadas, são preparadas a partir das demonstrações individuais de cada grupo.
4.4 -
Os recursos coletados correspondem aos valores arrecadados dos grupos por ocasião do pagamento das prestações, reconhecidos mensalmente por regime de caixa.
4.5 -
Os recursos utilizados representam desembolsos efetuados por conta dos grupos de consórcio, para sua manutenção.
4.6 -
- Os recursos a utilizar representam disponibilidades e direitos dos grupos de consórcio.
4.7 -
A Taxa de Administração é apropriada de acordo com o pagamento das prestações, calculada por um percentual sobre o valor do bem objeto do consórcio que varia de acordo com a espécie do bem.
NOTA 5 -
GRUPOS DE CONSÓRCIO - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
30/JUN/2026 31/DEZ/2025
Nº de Grupos Administrados 7 7
Consorciados Ativos no período 2.727 2.678
Consorciados Contemplados 1.286 1.356
Consorciados Não Contemplados 1.118 1.102
Bens Pendentes no Período 93 95
Bens Entregues no 1ºsemestre/26 107 104
Bens Entregues Total 8.451 8.344
Nº de Desistentes/Excluídos no semestre 375 315
Nº de Desistentes/Excluídos Total 7.697 7.416
Nº de Quitados 753 639
Taxa de Inadimplência 2% 2%
A Taxa de Administração média praticada (bens móveis) é de 17%.
A Taxa de Administração média praticada (bens imóveis) é de 21%.
NOTA 6 -
COMPONENTE ORGANIZACIONAL DE OUVIDORIA
Conforme estabelecido pela Resolução BCB 28 de 2020, todas as principais providências já foram adotadas para a devida implantação de componente organizacional de Ouvidoria, citando-se, entre eles, a designação do diretor responsável e do ouvidor, o serviço DDG 0800-940.3636, e adequação dos documentos a que o consorciado tenha acesso e cartaz informativo nos pontos de venda.
NOTA 7 -
MANUAL DE CONTROLES INTERNOS
A Administradora mantém atualizado o manual de controles internos, onde se encontra registrado:
a-) O processo operacional da Administradora e dos Grupos de Consórcio;
b-) O gerenciamento de riscos, e
c-) O gerenciamento das contingências.
NOTA 8 -
INSTRUMENTOS FINANCEIROS
A Administradora não possui saldo de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2026, cujas divulgações sejam requeridas nos termos das normas e instruções do Banco Central do Brasil.
NOTA 9 -
FATOS SUBSEQUENTES
A Administradora não apresenta eventos relevantes subsequentes ao fechamento de 30 de junho de 2026.



TELMO JOSÉ BARBOSA
Diretor Administrativo



MYLENE LADY BARBOSA MAIOTE JOSÉ
Diretora Financeira



RENATA REYNALDO SILVA
Contadora-CRC1SP192715/O-0
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Aos Dirigentes da
GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA.
Franca - SP

Prezados Senhores

Opinião

Examinamos as demonstrações contábeis da GROSCON Administradora de Consórcios Ltda., em 30 de junho de 2026, que compreendem o balanço patrimonial e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, dos fluxos de caixa, das mutações do patrimônio líquido, dos recursos de consórcio consolidada e das variações nas disponibilidades de grupos consolidada para o semestre e exercício findos nessas datas, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as principais políticas contábeis e outras informações elucidativas.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da GROSCON Administradora de Consórcios Ltda., em 30 de junho de 2026, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findo nessa data, bem como a posição patrimonial e financeira consolidada dos grupos de consórcio em 30 de junho de 2026 e as variações consolidadas das disponibilidades dos grupos de consórcio para os semestres e exercícios findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Base para opinião

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidade do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis". Somos independentes em relação à Administradora de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Principais Assuntos de Auditoria

Em nosso julgamento profissional, os assuntos abaixo relacionados foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações contábeis e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.

- Gestão dos grupos de Consórcio, considerando os aspectos da utilização dos recursos de terceiros, bem como a projeção de encerramento dos grupos.
- Cumprimentos dos limites de PLA e Capital Mínimo, bem como dos limites operacionais determinados pelo Banco Central do Brasil.

Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório dos auditores

A administração da Instituição é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.

Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.

Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.

Responsabilidade da Administração e da Governança sobre as Demonstrações Contábeis

A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a administradora continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis a não ser que a administração pretenda liquidar a administradora ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.

Os responsáveis pela governança da administradora são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.

Responsabilidade do Auditor pela Auditoria das Demonstrações Contábeis

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes.

As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis.

Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Administradora.

Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.

Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe uma incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possa causar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da administradora. Se concluirmos que existe incerteza significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório.

Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a administradora a não mais se manter em continuidade operacional.

Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.

Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.

Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar consideravelmente nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.

Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis do exercício corrente, e que, dessa maneira constituem os Principais Assuntos de Auditoria.

Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.

São Carlos/SP, 25 de agosto de 2026.

AZEVEDO AUDITORES INDEPENDENTES S/S
CRC/SP n° 036851/O-2

LUIS EDUARDO AZEVEDO ARLINDO LEAL DE ANDRADE
Auditor CNAI – 4382
CRC-1SP292909/O
CPF-306.779.788-47
Contador CRC/SP n° 114789/O-3
Auditor Assistente